
E enquanto eles riam, como se ela fosse uma verdadeira piada; mentalizou dentro de si que não permitira que as lágrimas caíssem, demonstrando tamanha humilhação, sentimentos tristes e inferioridade perante eles. Eles, os lobos devoradores, que se achavam alguma coisa por fazer os outros se sentirem as piores pessoas. Pobre deles. Achavam que ganhavam status e se tornavam os mais engraçados do universo por simplesmente zombarem dela — só porque ela não era como eles, tampouco agia, pensava ou sentia igual. Ela era ela. Ponto. E sabia dentro de si com a mais pura convicção que não mudaria para agradar um grupo seleto. Tampouco queria ser como eles — pessoas hipócritas que destilavam mediocridade de seus lábios. Preferia permanecer sozinha, calada em um canto — seu canto — com o coração apertado, mas certa de que aquilo tudo iria passar. E que ela mesma provaria — sem palavras — a todos o seu valor; mas não para alcançar a aceitação deles, não, isso não. Ela provaria seu valor para fazê-los engolir cada uma das malditas palavras que proferiram, outrora, contra ela. Palavras que a deixariam para baixo, caso não estivesse certa de que daria a volta por cima
